Agora sim, dentro do trem e de posse de todos os pertences, fui em busca de minha cabine. Primeiro fui deixar as bicicletas presas no espaço destinado a elas, e dei sorte que estava tudo vazio, então eles não importaram com as duas malas.
Ao comprar a passagem, o velhinho esqueceu de informar que eu iria dormir na “cama”, chegando na cabine informada me deparo com 2 triliches, com um espaço entre as duas mínimo, quase não dá pra você ficar normal, você tem que entrar de lado! As bagagens ficam no chão, debaixo das camas, e ainda tem um pouco de espaço próximas as 2 camas superiores. Quando eu fui retirar o casaco e me preparar para “dormir” tive que empurrar o meu mochilão pra debaixo da cama, ao fazer força escutei um barulho de quebrado, aí fiquei todo preocupado com o óculos que estava naquele local em questão. “Dormi” pensando sobre os óculos, e na verdade nem dormi direito. Com toda sorte que tenho, fui dormir na última cama de cara pro teto, e te digo que é muito difícil dormir no trem. Até que não é muito barulhento, mas o problema é que constantemente o trem pára e fica em uma estação por muito tempo sem motivo aparente. Quando você acorda, pensa, “daqui a pouquinho o trem vai andar denovo”, e ele não anda! Aí você cochila, quando menos espera o trem entra em movimento e lá vai você acordando denovo!
Então, 30 minutos antes da minha parada, o chofer bate no vidro da minha cabine e avisa que falta pouco tempo para chegar ao meu destino.
Cheguei em Frankfurt em uma estação secundária, foi aí que eu descobri que tinha que pegar dois metrôs ainda para chegar ao Aeroporto. Imagine você ficar entrando e saindo de trem com esse tanto de tralha... toda hora a porta fechava comigo saindo ou entrando no trem, pois eu sempre tinha que levas as mochilas primeiro, pra depois pegar as bicicletas.
Quando chego na estação central, descubro que faltava apenas 10minutos para o meu trem até o Aeroporto. Então tratei de apressar para chegar até a minha plataforma, pois eu cheguei na de número 08, e eu teria que atravessar todo o saguão para chegar na de número 22. Eu até tentei carregar tudo de uma vez grande, eram quase 70 kg de tralha. Fiz o possível e levei 2 mochilas e uma bike. Aí voltei correndo, deixando tudo por lá mesmo para buscar a próxima bike, quando eu passei correndo, vi vários policiais indo em direção onde deixei as duas mochilas e a mala bike. Aí pensei na hora, quando eu voltar eles irão checar tudo. Não deu outra, quando cheguei lá tinham 2 policiais já abrindo minhas coisas. Eu disse que tudo aquilo me pertencia, e eles já vieram falando grosso, dizendo que não é certo deixar as coisas sem vigilância e tal. É de se entender, tudo abandonado eles acham que é bomba. Eu tenho dó do povo europeu e americano, a todo tempo eles se acham vítimas, de “terrorismo”...
Após chegar meu passaporte, ligar na central e passar o número pelo rádio, eles me deixaram seguir viagem, o trem já estava quase saindo denovo!
Assim, cheguei ao Aeroporto, já eram 08h da manhã! O meu vôo estava programado para 21h da noite! Passei só esse tempinho no aeroporto, esperando pelo check-in abrir e eu me desfazer logo daquela tralhada! A todo lugar que eu ia, me olhavam com surpresa por causa da quantidade de bagagem, o carrinho passava com dificuldade entre as pessoas. Foram horas intermináveis, sem ir ao banheiro até que às 15h o check-in da TAM abriu e me desfiz das malas. Só fiquei com a mochila com os notebooks e o Playstation.
A viagem depois disso foi tranqüila, exceção de São Paulo onde fiquei de molho na fila do raio-x por 1 hora, era bem cedo e já estava fazendo 26ºC!
Ao chegar a Belo Horizonte, fui presenteado pela Receita Federal, que ficou muito feliz de me ver com 2 bicicletas e uma tralhada de eletrônicos. Eles estavam com muita fome de dinheiro e queria que eu pagasse a multa sobre tudo que eu trouxe, mas mostrando as notas fiscais, tudo era usado, e de uso pessoal na Dinamarca, mas o computador da minha Irmã, e a máquina digital que eu tinha acabado de comprar não teve jeito, eles meteram a faca. Quase 800 reais de multa!
Bem vindo ao Brasil!
Voltando para casa
E como não poderia ser diferente, a volta pra casa foi emocionante, cansativa, e muito difícil, mas no final a sensação de dever cumprido foi excelente. Rever a família, o seu país bem diferente de 1 ano e meio atrás foi muito interessante também.
Antes de explicar como foi a viagem, tenho que lembrar vocês como foi complicada por um detalhe pequenino: a quantidade de tralha que eu estava carregando sozinho. Nada mais, nada menos que 2 bicicletas, e tralhas de bicicletas, que estavam em mala feitas para transportá-las, cada uma pesando exatamente 23kg que era o máximo aceito pela TAM. Além disso, estava carregando um mochilão de mochileiros (óbvio NÉ!) com 20kg de algumas roupas e mais tralhas, além de uma mochila de notebook com 2 notes, e 1 Playstation 3, e mais tralhas ainda, que estava pesando 10kg. Pense na dificuldade de carregar tudo isso sozinho!


A viagem seria sair de Kolding na Dinamarca, pegar o trem até Frankfurt, de Frankfurt pegar o avião até São Paulo, e de lá pegar mais uma escala até Belo Horizonte, Minas Gerais uai!
E tudo começou na fazenda, o Christian, gerente da fazenda, me deixou na estação da cidade pois eu teria que pegar o trem até Kolding, que estava a 2 paradas da minha cidade. O trem até passava na minha cidade Vamdrup, mas não parava por lá.
Colocada toda a tralha dentro do trem, quase chegando em Kolding o primeiro revés, a mulher que cobra o bilhete estava super bem humorada, o maridão não devia comparecer a tempos, e começou a encrencar comigo sobre a quantidade de bagagem que eu estava carregando no trem... Mesmo com o ticket comprado de Kolding até Frankfurt, com até o espaço destinado a bicicletas pago, ela resolveu pegar no meu pé, eu que já estava por aqui de Dinamarca desafiei ela e falei pra ela cancelar o ticket como ela ameaçou, mas acabou que chegou a hora de descer, eu virei as costas e continuei meu caminho.
Cheguei em Kolding muito cedo, o meu trem estava programado pra chegar as 21:45, e antes das 20:00h eu já estava lá. O frio estava cortante, -5ºC, e eu não queria entrar dentro do local protegido e aquecido pois estava lotado de gente. Foram intermináveis quase 3 horas que só se passaram pois liguei para alguns amigos despedindo deles. O trem atrasou muito, e quando chegou eu fui ser cavalheiro, e deixei todos entrarem na frente, fui o último a entrar, mas nessa hora só levei as mochilas pesadas, a intenção era deixar lá na cabine reservada e voltar pra pegar as 2 malas bike. Assim que entrei no trem e vi que estava demorando muito para achar minha cabine, tive a idéia de deixar pelo chão mesmo as mochilas e buscar as bikes. Foi aí que o trem fechou as portas e começou a movimentar. Eu não sei como eu consegui abrir as portas do trem em movimento e saí gritando Wait for me! I need my bikes! Esperem por mim! Preciso de minhas bicicletas! Um anjo da guarda que trabalha dentro do trem escutou e pediu para o maquinista parar o trem e deixar eu entrar denovo. Eu estava tão desesperado e exausto que até perdi as forças para levantar as duas bikes ao mesmo tempo...
Na próxima postagem irei continuar a minha saga!
Até a próxima!
Antes de explicar como foi a viagem, tenho que lembrar vocês como foi complicada por um detalhe pequenino: a quantidade de tralha que eu estava carregando sozinho. Nada mais, nada menos que 2 bicicletas, e tralhas de bicicletas, que estavam em mala feitas para transportá-las, cada uma pesando exatamente 23kg que era o máximo aceito pela TAM. Além disso, estava carregando um mochilão de mochileiros (óbvio NÉ!) com 20kg de algumas roupas e mais tralhas, além de uma mochila de notebook com 2 notes, e 1 Playstation 3, e mais tralhas ainda, que estava pesando 10kg. Pense na dificuldade de carregar tudo isso sozinho!
A viagem seria sair de Kolding na Dinamarca, pegar o trem até Frankfurt, de Frankfurt pegar o avião até São Paulo, e de lá pegar mais uma escala até Belo Horizonte, Minas Gerais uai!
E tudo começou na fazenda, o Christian, gerente da fazenda, me deixou na estação da cidade pois eu teria que pegar o trem até Kolding, que estava a 2 paradas da minha cidade. O trem até passava na minha cidade Vamdrup, mas não parava por lá.
Colocada toda a tralha dentro do trem, quase chegando em Kolding o primeiro revés, a mulher que cobra o bilhete estava super bem humorada, o maridão não devia comparecer a tempos, e começou a encrencar comigo sobre a quantidade de bagagem que eu estava carregando no trem... Mesmo com o ticket comprado de Kolding até Frankfurt, com até o espaço destinado a bicicletas pago, ela resolveu pegar no meu pé, eu que já estava por aqui de Dinamarca desafiei ela e falei pra ela cancelar o ticket como ela ameaçou, mas acabou que chegou a hora de descer, eu virei as costas e continuei meu caminho.
Cheguei em Kolding muito cedo, o meu trem estava programado pra chegar as 21:45, e antes das 20:00h eu já estava lá. O frio estava cortante, -5ºC, e eu não queria entrar dentro do local protegido e aquecido pois estava lotado de gente. Foram intermináveis quase 3 horas que só se passaram pois liguei para alguns amigos despedindo deles. O trem atrasou muito, e quando chegou eu fui ser cavalheiro, e deixei todos entrarem na frente, fui o último a entrar, mas nessa hora só levei as mochilas pesadas, a intenção era deixar lá na cabine reservada e voltar pra pegar as 2 malas bike. Assim que entrei no trem e vi que estava demorando muito para achar minha cabine, tive a idéia de deixar pelo chão mesmo as mochilas e buscar as bikes. Foi aí que o trem fechou as portas e começou a movimentar. Eu não sei como eu consegui abrir as portas do trem em movimento e saí gritando Wait for me! I need my bikes! Esperem por mim! Preciso de minhas bicicletas! Um anjo da guarda que trabalha dentro do trem escutou e pediu para o maquinista parar o trem e deixar eu entrar denovo. Eu estava tão desesperado e exausto que até perdi as forças para levantar as duas bikes ao mesmo tempo...
Na próxima postagem irei continuar a minha saga!
Até a próxima!
Brasil!!!!
Depois de longos 19 meses longe de casa, finalmente chegou a hora de experimentar os 40ºC da minha pátria amada. A diferença de temperatura é só um tempero, afinal, pegar 38ºC em BH quase oito da noite nao é pra qualquer um.
Ainda mais quando vc sai de um dos invernos mais rigorosos dos últimos 20 anos da Dinamarca.
Mas enfim, estou em casa, perto da família e logo minhas aulas começam.
Encontro com vcs, meus amigos, logo!
Ainda mais quando vc sai de um dos invernos mais rigorosos dos últimos 20 anos da Dinamarca.
Mas enfim, estou em casa, perto da família e logo minhas aulas começam.
Encontro com vcs, meus amigos, logo!
Tristeza e felicidade ao mesmo tempo, último passeio pela Europa antes de voltar ao Brasil!
E nao podia ser melhor ao lado da família!
Minha mãezona e meu padrasto Vítor,
Foi uma semana pela península Ibérica, digo, Espanha por apenas 1 dia e poucas horas, e 6 dias na nossa terra mãe Portugal.
E o começo de viagem não podia começar melhor com um desencontro no Aeroporto de Madrid com minha mãe, onde eu enviei dias antes as informações sobre meu vôo, porém, em cima da hora o portão de desembarque foi alterado, sem aviso prévio. Assim, dona Magda estava do outro lado do aeroporto, procurando por seu filho querido em prantos, e eu já estava doido ligando pro Brasil pois eu não tinha nenhum telefone em mãos do pessoal da Espanha, isso já eram 23h e o aeroporto estava praticamente vazio e vários locais já estavam fechados.
Após o desencontro, a Cátia, sobrinha do Vítor, nos levou até a casa de sua mãe que fica próxima a Madrid onde conhecemos o pessoal e logo fomos dormir pois a viagem tinha sido muito longaaaaa!
No sábado bem cedo, pegamos uma carona até a estação de trem mais próxima, e de lá chegamos ao centro de Madrid. Paramos próximo ao museu que queríamos visitar, o Museu do Prado, que é um dos mais importantes museus do Mundo; "a sua colecção, centrada na época anterior ao século XX, destaca à arte italiana, espanhola e flamenca." Wikipedia. Conhecer o museu foi válido, não sou conhecedor de pintura, mas algumas telas são de impressionar não pelo estilo ou técnica, mas pela grandiosidade e complexidade da representação das pessoas, que geralmente são da burguesia e realeza da época.
Cansamos de ver pintura, saímos para tomar um café, logo em frente ao jardim Botânico Real de Madrid, que fica logo em frente ao museu do Prado. Aí sim, valeu a pena passear, por apenas 2 euros por pessoa, ficamos passeando por horas, até a perna cansar. E olha que não era a melhor época de visitar o jardim, pois no outono a grande maioria das plantas estão sem flores, logicamente né!
No final do passeio tive a felicidade de apreciar uma exposição de belíssimos bonsai espalhandos por uma área mais elevada do jardim. Exemplares de rara beleza, onde não consegui obter a idade dos exemplares, porém acredito que a maioria dos expostos já estão nesse mundão lindo bem antes de eu pensar em nascer. É com uma foto da mineirada reunida que eu fecho essa postagem, prometendo postar mais contando sobre o resto da viagem.
Minha mãezona e meu padrasto Vítor,
Foi uma semana pela península Ibérica, digo, Espanha por apenas 1 dia e poucas horas, e 6 dias na nossa terra mãe Portugal.
E o começo de viagem não podia começar melhor com um desencontro no Aeroporto de Madrid com minha mãe, onde eu enviei dias antes as informações sobre meu vôo, porém, em cima da hora o portão de desembarque foi alterado, sem aviso prévio. Assim, dona Magda estava do outro lado do aeroporto, procurando por seu filho querido em prantos, e eu já estava doido ligando pro Brasil pois eu não tinha nenhum telefone em mãos do pessoal da Espanha, isso já eram 23h e o aeroporto estava praticamente vazio e vários locais já estavam fechados.
Após o desencontro, a Cátia, sobrinha do Vítor, nos levou até a casa de sua mãe que fica próxima a Madrid onde conhecemos o pessoal e logo fomos dormir pois a viagem tinha sido muito longaaaaa!
No sábado bem cedo, pegamos uma carona até a estação de trem mais próxima, e de lá chegamos ao centro de Madrid. Paramos próximo ao museu que queríamos visitar, o Museu do Prado, que é um dos mais importantes museus do Mundo; "a sua colecção, centrada na época anterior ao século XX, destaca à arte italiana, espanhola e flamenca." Wikipedia. Conhecer o museu foi válido, não sou conhecedor de pintura, mas algumas telas são de impressionar não pelo estilo ou técnica, mas pela grandiosidade e complexidade da representação das pessoas, que geralmente são da burguesia e realeza da época.
Cansamos de ver pintura, saímos para tomar um café, logo em frente ao jardim Botânico Real de Madrid, que fica logo em frente ao museu do Prado. Aí sim, valeu a pena passear, por apenas 2 euros por pessoa, ficamos passeando por horas, até a perna cansar. E olha que não era a melhor época de visitar o jardim, pois no outono a grande maioria das plantas estão sem flores, logicamente né!
No final do passeio tive a felicidade de apreciar uma exposição de belíssimos bonsai espalhandos por uma área mais elevada do jardim. Exemplares de rara beleza, onde não consegui obter a idade dos exemplares, porém acredito que a maioria dos expostos já estão nesse mundão lindo bem antes de eu pensar em nascer. É com uma foto da mineirada reunida que eu fecho essa postagem, prometendo postar mais contando sobre o resto da viagem.
Último dia em Bornhølm!
Domingo 28 de Junho 2009
O último dia em Bornhølm deveria ser mais que especial, e foi muito divertido.
Comecei o dia indo em direção a Vang novamente, a família de Dinamarqueses que conheci na ilha como disse anteriormente, eles estavam de mudança para uma casa de verão, onde eles iriam ficar mais 2 semanas!
Ao chegar a casa com vista ao mar, na pequena cidade de Vang, conhecemos a aconchegante casa, e quando eu olhei para um quarto vago, Paul teve a infelicidade de me convidar a ficar com eles o tempo que eu quisesse...
Foi triste recusar, mas era praticamente impossível, eu ligar para o meu patrão gente boa e pedir para tirar mais alguns dias de folga, esse foi o pior momento do dia.
Todo mundo com as malas nos lugares, eu e Sebastian pegamos as bikes em direção a Vang. Lá íamos encontrar com seu patrocinador e dar algumas voltas na pista.
Simpático era o seu patrocinador, um importador de bikes de competição muito conhecido pelos praticantes de Downhill daqui da Dinamarca. Mas hoje, apenas Sebastian iria rodar na pista, pois o patrocinador estava sem bike, e por isso pediu ao Sebastian a fazer algumas tomadas em alguns pontos da pista para fazer um pequeno video.
Logo deu para sentir a intimidade que o garoto de 15 anos tinha com a bike. Logo de cara ele fez sem hesitar um grande drop com quase 2 metros de altura. A alguns dias atrás um doido tentou fazer e quebrou o maxilar... hehe
Tenho um pequeno video com algumas tomadas que fiz com minha câmera, na seção Youtube ao lado direito da página ----->>>>>>>
Logo após os vídeos, Sebastian alegando cansaço e seu patrocinador foram embora, me deixando sozinho no local, pois eu não queria ir embora, nao tinha dado nenhuma volta.
Comecei onde originalmente a pista começa, com pequenos jumps no meio de um platô na parte mais alta do local. Foi muito divertido, mesmo sozinho estava aproveitando ao máximo.
Após sentir seguro com a bike, parti para a parte mediana do traçado, onde o após uma grande descida no meio de pedras soltas, estava localizado o segundo drop mais alto, que era meu objetivo.
A primeira vez sempre é mais difícil, o medo de cair e ralar todo é grande, mas ao mesmo tempo a adrenalina de fazer algo pela primeira vez é indescritível! E a sensação quando vc está no ar é de perder o fôlego!
Algumas fotos, desculpe a qualidade e enquadração mas foram retiradas do vídeo que fiz sozinho, usando a ajuda do meu pequeno amigo tripé!







Após vários pulos com sucesso, passei pra última parte da pista, e num dos pontos que tinha feito na sexta feira sem problemas, caí feio. Mas estava com capacete, e só tomei um ralado perto do ombro. A pancada que tomei ao bater a cabeça numa pedra, fez eu agradecer todo o meu suado dinheirinho que investi no capacete fechado! Estava demorando, aonde já se viu ir a um local tão bonito e não comprar um terreno!
Depois do tombo, fui para a praia, fazer um lanchinho e apreciar o local.
Cansado, decidi ir embora pra casa, pois estava totalmente sozinho lá, e mais um tombo com conseguências graves não seria uma opção agradável!
No caminho de volta fiz um vídeo mostrando a sensação de pedalar pelas belas trilhas e ciclovias de Bornhølm. O vídeo se encontra na seção Youtube, ao lado direito da página ---->>>>
No albergue, não fiz nada especial, apenas dormi cedo, pois o dia tinha sido longo e muito divertido!
Segunda-feira era o dia da despedida do paraíso perdido nesse fim de mundo. Pedalando no sentido contrário em direção a Rønne, onde pegaria o barco para ir para a Suécia, pegar um trem até Copenhague, e depois mais um trem em direção a Vojens, e ainda pedalar 20km até chegar em casa. Saí do albergue às 09h e cheguei em casa às 21hs, graças a uma carona oportuna que peguei com um ucraniano que conheço e encontrei no trem chegando em Vojens, isso me poupou pedalar os 20km pra casa, com mochilão pesado nas costas!
Esse foi o fim da minha aventura, inteiro, com apenas alguns raladinhos, e que sem dúvida foi um dos melhores passeios que já fiz!
O último dia em Bornhølm deveria ser mais que especial, e foi muito divertido.
Comecei o dia indo em direção a Vang novamente, a família de Dinamarqueses que conheci na ilha como disse anteriormente, eles estavam de mudança para uma casa de verão, onde eles iriam ficar mais 2 semanas!
Ao chegar a casa com vista ao mar, na pequena cidade de Vang, conhecemos a aconchegante casa, e quando eu olhei para um quarto vago, Paul teve a infelicidade de me convidar a ficar com eles o tempo que eu quisesse...
Foi triste recusar, mas era praticamente impossível, eu ligar para o meu patrão gente boa e pedir para tirar mais alguns dias de folga, esse foi o pior momento do dia.
Todo mundo com as malas nos lugares, eu e Sebastian pegamos as bikes em direção a Vang. Lá íamos encontrar com seu patrocinador e dar algumas voltas na pista.
Simpático era o seu patrocinador, um importador de bikes de competição muito conhecido pelos praticantes de Downhill daqui da Dinamarca. Mas hoje, apenas Sebastian iria rodar na pista, pois o patrocinador estava sem bike, e por isso pediu ao Sebastian a fazer algumas tomadas em alguns pontos da pista para fazer um pequeno video.
Logo deu para sentir a intimidade que o garoto de 15 anos tinha com a bike. Logo de cara ele fez sem hesitar um grande drop com quase 2 metros de altura. A alguns dias atrás um doido tentou fazer e quebrou o maxilar... hehe
Tenho um pequeno video com algumas tomadas que fiz com minha câmera, na seção Youtube ao lado direito da página ----->>>>>>>
Logo após os vídeos, Sebastian alegando cansaço e seu patrocinador foram embora, me deixando sozinho no local, pois eu não queria ir embora, nao tinha dado nenhuma volta.
Comecei onde originalmente a pista começa, com pequenos jumps no meio de um platô na parte mais alta do local. Foi muito divertido, mesmo sozinho estava aproveitando ao máximo.
Após sentir seguro com a bike, parti para a parte mediana do traçado, onde o após uma grande descida no meio de pedras soltas, estava localizado o segundo drop mais alto, que era meu objetivo.
A primeira vez sempre é mais difícil, o medo de cair e ralar todo é grande, mas ao mesmo tempo a adrenalina de fazer algo pela primeira vez é indescritível! E a sensação quando vc está no ar é de perder o fôlego!
Algumas fotos, desculpe a qualidade e enquadração mas foram retiradas do vídeo que fiz sozinho, usando a ajuda do meu pequeno amigo tripé!







Após vários pulos com sucesso, passei pra última parte da pista, e num dos pontos que tinha feito na sexta feira sem problemas, caí feio. Mas estava com capacete, e só tomei um ralado perto do ombro. A pancada que tomei ao bater a cabeça numa pedra, fez eu agradecer todo o meu suado dinheirinho que investi no capacete fechado! Estava demorando, aonde já se viu ir a um local tão bonito e não comprar um terreno!
Depois do tombo, fui para a praia, fazer um lanchinho e apreciar o local.
Cansado, decidi ir embora pra casa, pois estava totalmente sozinho lá, e mais um tombo com conseguências graves não seria uma opção agradável!
No caminho de volta fiz um vídeo mostrando a sensação de pedalar pelas belas trilhas e ciclovias de Bornhølm. O vídeo se encontra na seção Youtube, ao lado direito da página ---->>>>
No albergue, não fiz nada especial, apenas dormi cedo, pois o dia tinha sido longo e muito divertido!
Segunda-feira era o dia da despedida do paraíso perdido nesse fim de mundo. Pedalando no sentido contrário em direção a Rønne, onde pegaria o barco para ir para a Suécia, pegar um trem até Copenhague, e depois mais um trem em direção a Vojens, e ainda pedalar 20km até chegar em casa. Saí do albergue às 09h e cheguei em casa às 21hs, graças a uma carona oportuna que peguei com um ucraniano que conheço e encontrei no trem chegando em Vojens, isso me poupou pedalar os 20km pra casa, com mochilão pesado nas costas!
Esse foi o fim da minha aventura, inteiro, com apenas alguns raladinhos, e que sem dúvida foi um dos melhores passeios que já fiz!
Bornhølm - Sábado 27/06 - Segundo dia
Comecei o Sábado bem cedo como de costume. Fui logo para o café da manhã, na recepção do albergue mesmo. O café da manhã era bem ao estilo dinamarquês, tinha o básico que qualquer lugar tem como sucrilhos, granola, frutas, leite e café, mas tinha os opcionais da cozinha dinamarquesa, como pepino, pimentao, pasta de peixe e muito salame para acompanhar o pão. É curioso quando vemos pela primeira vez os muleques daqui cortando metade de um pepino e comendo como se fosse a fruta mais doce. Ou entao pimentão vermelho sendo comido com a cara mais boa... Eu realmente gosto dos dois, mas acho que nunca verei coisa parecida no Brasil.
Encontrei com a família de aventureiros no café, e ficou combinado de irmos juntos até o local do campeonato de montain bike.
Na ida passei pelo mesmo caminho, mas juntos com eles, mais uma vez fiquei surpreso, ao ver a animação da mãe, pedalando com um bebê no carrinho atrás, subindo cada morro sem reclamar e ainda levando tudo isso de bom humor. O dia que eu encontrar mulher assim eu caso!
Tivemos que descer das bikes apenas para subir um morro muito íngrime, que até sozinho era difícil de subir. Tiramos os bebês e empurramos bike morro acima.

Chegando na pedreira em Vang, ficamos assistindo a competição e conversando com alguns organizadores. A família de montain-bikers com os bebês gêmeos chamavam muita atenção. Ao meio dia, Poul e família foram fazer um piquenique na sombra mais próxima
e comer o famoso pão preto!
Às 14h, eles resolveram voltar pro albergue, mas meu dia estava apenas começando, botei o pé no pedal e fui até o local das ruínas do castelo de Hammershus, a maior do nordeste europeu. O castelo foi construído no século 13, e por várias vezes foi palco de disputa entre a Dinamarca e Igreja. Em 1658 a Suécia tomou o castelo, mas um ano depois a população da ilha retomou o castelo e matou o comandante sueco. Após isso a ilha foi entregue novamente à Dinamarca e um tratado foi assinado para que a ilha continuasse sobre domínio Dinamarquês. Em 1750 a fortaleza foi parcialmente destruída, e hoje são encontradas apenas as ruínas.

Ovelhas pastando com as ruínas no fundo

As ruínas são magníficas. Vc se sente dentro de uma fortaleza, seguro, pois o castelo fica em uma elevação de 75metros, e é todo protegido por muros de pedra.
Dentro da fortaleza encontramos belíssimas árvores:

Ao redor do castelo encontramos lindos penhascos de encontro com o mar.

Após a visita ao castelo, fui conhecer o farol que fica a uns 5km do castelo. Lá é o ponto mais alto da ilha e a vista é magnífica!

De lá, me embrenhei numa trilha muito ingríme que me levou a costa novamente. Lá encontrei um penhasco de encontro com o mar que vi que era perfeito para um pulo.

Até aquela hora nao tinha entrado no mar porque sabia que a água estaria congelante! Fiz um video que está ao lado direito no topo do blog. ---->
No relógio já eram 20:00h quando comecei a pedalada de volta para casa. Com o sol se pondo apenas após as 22h podemos fazer muita coisa no dia! Nas ciclovias, encontramos pequenos fragmentos de floresta, e várias plantações logo ao lado do mar

Esse agricultor nao tem nada o que fazer, semeou flores junto com o trigo! Flor aqui é planta daninha! hehehe

Chegando em casa, preparar o rango e ir dormir logo pois o domingo seria longo também!
Abraços!
Encontrei com a família de aventureiros no café, e ficou combinado de irmos juntos até o local do campeonato de montain bike.
Na ida passei pelo mesmo caminho, mas juntos com eles, mais uma vez fiquei surpreso, ao ver a animação da mãe, pedalando com um bebê no carrinho atrás, subindo cada morro sem reclamar e ainda levando tudo isso de bom humor. O dia que eu encontrar mulher assim eu caso!
Tivemos que descer das bikes apenas para subir um morro muito íngrime, que até sozinho era difícil de subir. Tiramos os bebês e empurramos bike morro acima.
Chegando na pedreira em Vang, ficamos assistindo a competição e conversando com alguns organizadores. A família de montain-bikers com os bebês gêmeos chamavam muita atenção. Ao meio dia, Poul e família foram fazer um piquenique na sombra mais próxima
e comer o famoso pão preto!
Às 14h, eles resolveram voltar pro albergue, mas meu dia estava apenas começando, botei o pé no pedal e fui até o local das ruínas do castelo de Hammershus, a maior do nordeste europeu. O castelo foi construído no século 13, e por várias vezes foi palco de disputa entre a Dinamarca e Igreja. Em 1658 a Suécia tomou o castelo, mas um ano depois a população da ilha retomou o castelo e matou o comandante sueco. Após isso a ilha foi entregue novamente à Dinamarca e um tratado foi assinado para que a ilha continuasse sobre domínio Dinamarquês. Em 1750 a fortaleza foi parcialmente destruída, e hoje são encontradas apenas as ruínas.
Ovelhas pastando com as ruínas no fundo
As ruínas são magníficas. Vc se sente dentro de uma fortaleza, seguro, pois o castelo fica em uma elevação de 75metros, e é todo protegido por muros de pedra.
Dentro da fortaleza encontramos belíssimas árvores:
Ao redor do castelo encontramos lindos penhascos de encontro com o mar.
Após a visita ao castelo, fui conhecer o farol que fica a uns 5km do castelo. Lá é o ponto mais alto da ilha e a vista é magnífica!
De lá, me embrenhei numa trilha muito ingríme que me levou a costa novamente. Lá encontrei um penhasco de encontro com o mar que vi que era perfeito para um pulo.
Até aquela hora nao tinha entrado no mar porque sabia que a água estaria congelante! Fiz um video que está ao lado direito no topo do blog. ---->
No relógio já eram 20:00h quando comecei a pedalada de volta para casa. Com o sol se pondo apenas após as 22h podemos fazer muita coisa no dia! Nas ciclovias, encontramos pequenos fragmentos de floresta, e várias plantações logo ao lado do mar
Esse agricultor nao tem nada o que fazer, semeou flores junto com o trigo! Flor aqui é planta daninha! hehehe
Chegando em casa, preparar o rango e ir dormir logo pois o domingo seria longo também!
Abraços!
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Bornhølm - Sexta-feira 26/06 Primeiro dia
Bornhølm é uma ilha que pertence à Dinamarca, mas está bem distante do território dinamarquês, ficando ao sul da Suécia, e norte da Alemanha e Polônia. A ilha possui uma história rica, pois foi motivo de muita disputa entre a Dinamarca, Suécia e a igreja! Isso, até a Igreja entrou no meio, mas hoje a ilha pertence à Dinamarca e parece que vai continuar assim por muito tempo.
Antes de desfrutar da viagem à Bornhølm tive que passar pela parte difícil da viagem. Trabalhei 2 feriados seguidos para trocar pela sexta e segunda-feira e emendar com o fim-de-semana livre para ter 4 dias de descanso.
Saí de casa na quinta-feira, logo após o trabalho, pedalei 20km com minha bike de Freeride de 16kg, com ainda mais uns 15kg nas costas, saindo da minha fazenda até Vojens onde eu pegaria o trem com destino a Copenhague. Cheguei na capital quase meia-noite, e aí comecou o drama, tive que esperar até as 06:45 pelo outro trem que ia me levar até a Suécia, e de lá pegar o barco até Bornhølm. Fiquei na estacão até as 02h da manhã pois lá fechava a essa hora.
Saí para o centro de Copenhague e como era de se esperar encontrei a cidade muito movimentada pelos jovens bêbados chegando e saindo das festas e boates. Este fim-de-semana foi o último dia de aula, e muitos estão formando, o que reforca a comemoracão. Fiquei até as 04:45h na rua sem dormir com medo de ser roubado(na capital é um dos únicos locais onde devemos temer isso por aqui). Voltei pra estacão, e dormi lá até a hora de pegar o trem.

Chegando na Suécia, fui direto ao barco colocar a bicicleta no local destinado, um estacionamento gigante dentro do barco, para carros, motos e até ônibus. O barco é muito confortável, parece até um cruzeiro, coisa que nao vejo necessário, pois são apenas 1 hora e meia no máximo para chegar à Bornhølm.

Meu primeiro destino em Bornhølm foi Rønne, cidade portuária que é uma espécie de capital da ilha. Logo já botei o pé na estrada, digo, o pé no pedal!
São apenas 9km de Rønne até Hasle, a cidade onde fiquei hospedado em um albergue. Foi uma pedalada muito gostosa onde só andei em ciclovias, que por sinal são muito bem conservadas, e grande parte delas não são pavimentadas, o que pra mim é o charme, passando por pequenas florestas e ao longo da costa.

No albergue, desfiz logo o mochilão, tomei um banho e fui ao supermercado comprar comida. Fiz um "almoco" (macarrao, atum, milho e molho de tomate) horrível por sinal, pois o molho de tomate era péssimo. Nisso eu dormi umas 3 horinhas para recuperar as energias e peguei o rumo até o local do campeonato de montain bike, em Vang, a 6km de Hasle.
Em Vang, logo que cheguei fiquei apreciando a paisagem e tirando fotos. O campeonato tinha como início um antigo local de mineracão de granito, mas que foi interrompido a alguns anos atrás por pressão da sociedade contra a degradacão da paisagem local.


Após conversar com os organizadores, conheci o Kim, sujeito bacana que me mostrou o tracado da prova de Downhill que acabou nao acontecendo por não conter um número mínimo de competidores. Era um tracado bem técnico com 2 grandes drops que eu nao fiz no primeiro dia. Dei uma volta bem tranquilo, pois nao queria um acidente logo no primeiro dia, mas curiosamente fiz todo o percurso sem problemas, só nao fiz os 2 grandes drops na sexta, mas até fiz uma parte muito assustadora, um paredão lateral onde a trilha era muito estreita, irregular e cheio de pedras soltas, qualquer vacilo o sujeiro ia rolar uns 5 metros abaixo, e vários granitos estavam lhe esperando...
Após o caminho de volta, empurrando a bike pedreira acima, nao encontrei mais ninguém no local. Hora de voltar pra casa, pois um tombo no meio do nada sem ninguém pra ajudar não estava nos meus planos.

Na volta para o albergue, fui conhecer Jons Kapel, que é uma formacão rochosa de diabásio(nao é tão resistente como o granito, por isso ocorre essas lindas formacões pela forca do mar), onde diz a lenda, um missionário morava na regiao, e pediu a Deus uma capela, e nisso encontramos a rocha em forma de igreja.


No albergue, fazendo novamente o maravilho macarrao + atum + milho (sem molho), conheci uma família de dinamarqueses super educados e gentis. O pai Poul é uma amante do montain bike e que passou o gosto à magrela à toda família. A esposa estava com 2 bebês de nove meses gêmeos, que estava rodando toda a ilha por um carrinho de bebê especial, em forma de carrocinha, puxados por 1 bicicleta cada.
O pai tomava conta de uma, e a mãe outra.

O filho mais velho Sebastian é praticante de Downhill, e com apenas 15 anos tem alguns bons resultados e já é patrocinado por um grande importador local. O filho do meio também estava pedalando em uma bike de cross-country para criancas. Conversamos por umas 2 horas sobre bikes, Brasil e Dinamarca. Poul já esteve no Brasil 3 vezes à trabalho, mas não teve oportunidade de conhecer mais o país.
Entao de barriga cheia fui dormir, feliz por estar conhecendo e aproveitando um local tão bonito, e por estar fazendo novas amizades.
Antes de desfrutar da viagem à Bornhølm tive que passar pela parte difícil da viagem. Trabalhei 2 feriados seguidos para trocar pela sexta e segunda-feira e emendar com o fim-de-semana livre para ter 4 dias de descanso.
Saí de casa na quinta-feira, logo após o trabalho, pedalei 20km com minha bike de Freeride de 16kg, com ainda mais uns 15kg nas costas, saindo da minha fazenda até Vojens onde eu pegaria o trem com destino a Copenhague. Cheguei na capital quase meia-noite, e aí comecou o drama, tive que esperar até as 06:45 pelo outro trem que ia me levar até a Suécia, e de lá pegar o barco até Bornhølm. Fiquei na estacão até as 02h da manhã pois lá fechava a essa hora.
Saí para o centro de Copenhague e como era de se esperar encontrei a cidade muito movimentada pelos jovens bêbados chegando e saindo das festas e boates. Este fim-de-semana foi o último dia de aula, e muitos estão formando, o que reforca a comemoracão. Fiquei até as 04:45h na rua sem dormir com medo de ser roubado(na capital é um dos únicos locais onde devemos temer isso por aqui). Voltei pra estacão, e dormi lá até a hora de pegar o trem.
Chegando na Suécia, fui direto ao barco colocar a bicicleta no local destinado, um estacionamento gigante dentro do barco, para carros, motos e até ônibus. O barco é muito confortável, parece até um cruzeiro, coisa que nao vejo necessário, pois são apenas 1 hora e meia no máximo para chegar à Bornhølm.
Meu primeiro destino em Bornhølm foi Rønne, cidade portuária que é uma espécie de capital da ilha. Logo já botei o pé na estrada, digo, o pé no pedal!
São apenas 9km de Rønne até Hasle, a cidade onde fiquei hospedado em um albergue. Foi uma pedalada muito gostosa onde só andei em ciclovias, que por sinal são muito bem conservadas, e grande parte delas não são pavimentadas, o que pra mim é o charme, passando por pequenas florestas e ao longo da costa.
No albergue, desfiz logo o mochilão, tomei um banho e fui ao supermercado comprar comida. Fiz um "almoco" (macarrao, atum, milho e molho de tomate) horrível por sinal, pois o molho de tomate era péssimo. Nisso eu dormi umas 3 horinhas para recuperar as energias e peguei o rumo até o local do campeonato de montain bike, em Vang, a 6km de Hasle.
Em Vang, logo que cheguei fiquei apreciando a paisagem e tirando fotos. O campeonato tinha como início um antigo local de mineracão de granito, mas que foi interrompido a alguns anos atrás por pressão da sociedade contra a degradacão da paisagem local.
Após conversar com os organizadores, conheci o Kim, sujeito bacana que me mostrou o tracado da prova de Downhill que acabou nao acontecendo por não conter um número mínimo de competidores. Era um tracado bem técnico com 2 grandes drops que eu nao fiz no primeiro dia. Dei uma volta bem tranquilo, pois nao queria um acidente logo no primeiro dia, mas curiosamente fiz todo o percurso sem problemas, só nao fiz os 2 grandes drops na sexta, mas até fiz uma parte muito assustadora, um paredão lateral onde a trilha era muito estreita, irregular e cheio de pedras soltas, qualquer vacilo o sujeiro ia rolar uns 5 metros abaixo, e vários granitos estavam lhe esperando...
Após o caminho de volta, empurrando a bike pedreira acima, nao encontrei mais ninguém no local. Hora de voltar pra casa, pois um tombo no meio do nada sem ninguém pra ajudar não estava nos meus planos.
Na volta para o albergue, fui conhecer Jons Kapel, que é uma formacão rochosa de diabásio(nao é tão resistente como o granito, por isso ocorre essas lindas formacões pela forca do mar), onde diz a lenda, um missionário morava na regiao, e pediu a Deus uma capela, e nisso encontramos a rocha em forma de igreja.
No albergue, fazendo novamente o maravilho macarrao + atum + milho (sem molho), conheci uma família de dinamarqueses super educados e gentis. O pai Poul é uma amante do montain bike e que passou o gosto à magrela à toda família. A esposa estava com 2 bebês de nove meses gêmeos, que estava rodando toda a ilha por um carrinho de bebê especial, em forma de carrocinha, puxados por 1 bicicleta cada.
O pai tomava conta de uma, e a mãe outra.
O filho mais velho Sebastian é praticante de Downhill, e com apenas 15 anos tem alguns bons resultados e já é patrocinado por um grande importador local. O filho do meio também estava pedalando em uma bike de cross-country para criancas. Conversamos por umas 2 horas sobre bikes, Brasil e Dinamarca. Poul já esteve no Brasil 3 vezes à trabalho, mas não teve oportunidade de conhecer mais o país.
Entao de barriga cheia fui dormir, feliz por estar conhecendo e aproveitando um local tão bonito, e por estar fazendo novas amizades.
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